Trump e Xi Jinping avançam em acordos sobre Irã e comércio durante cúpula em Pequim
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da China, Xi Jinping, concluíram uma série de reuniões bilaterais em Pequim nesta sexta-feira (15). O encontro resultou em novos consensos sobre a estabilidade no Oriente Médio e a celebração de novos pactos comerciais, embora a questão de Taiwan permaneça como o principal ponto de atrito diplomático entre as potências.
Durante as discussões, Donald Trump afirmou ter firmado "acordos comerciais fantásticos" com o governo chinês. O Ministério das Relações Exteriores da China, representado pela chancelaria de Pequim, confirmou que ambos os líderes chegaram a uma série de novos entendimentos estratégicos para garantir a cooperação mútua.
Segurança Marítima e Irã
Um dos pontos centrais da agenda foi a crise no Oriente Médio. De acordo com informações da agência Reuters, tanto Trump quanto Xi Jinping concordaram com a necessidade de manter o Estreito de Ormuz aberto e impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.
A chancelaria chinesa emitiu um comunicado pressionando por uma trégua duradoura na região e pela reabertura imediata das rotas marítimas internacionais.
"Deve-se alcançar um cessar-fogo abrangente e duradouro o mais rápido possível para facilitar o pronto restabelecimento da paz"
, declarou o ministério chinês.
O Impasse de Taiwan
Apesar do clima de cooperação, o tema Taiwan gerou alertas. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que seria um "erro terrível" se a China tentasse tomar a ilha à força, reforçando que a posição do Departamento de Estado norte-americano sobre o território não sofreu alterações.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou em entrevista à CNBC que Donald Trump compreende as sensibilidades envolvidas no tópico. Por outro lado, Xi Jinping advertiu que divergências profundas sobre a ilha poderiam levar a um conflito direto entre as duas nações.
Diplomacia e Próximos Passos
A visita foi marcada por um banquete de Estado luxuoso no Grande Salão do Povo, que contou com a presença de figuras como o empresário Elon Musk. No evento, Donald Trump convidou Xi Jinping e a primeira-dama Peng Liyuan para uma visita oficial aos Estados Unidos em 24 de setembro.
Xi Jinping classificou a relação bilateral como a mais importante do mundo e defendeu que o rejuvenescimento da China pode coexistir com o movimento "Make America Great Again" (MAGA). Após o encerramento da agenda em maio de 2026, Donald Trump embarcou no avião presidencial para uma escala no Alasca antes de retornar a Washington.
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