Silêncio ensurdecedor :a briga MM x Eduardo calou os “bolsonaristas de ocasião” em MT

 Silêncio ensurdecedor :a briga MM x Eduardo calou os “bolsonaristas de ocasião” em MT

A briga entre Mauro Mendes e Eduardo Bolsonaro não é apenas um embate político: é um teste de coerência para todo mundo que, até ontem, tirava foto, fazia discurso inflamado e jurava fidelidade ideológica a cada movimento do bolsonarismo em Mato Grosso.

O silêncio que se instalou; seja dos prefeitos; Abilio, Cláudio e outras lideranças de “convictos” que defendiam entregar o maior partido do Brasil aos interesses locais, e diz mais do que qualquer nota oficial. Quando a disputa engrossou de verdade, quando a cobrança bateu na porta, quando a narrativa ficou desconfortável, eles simplesmente sumiram.

Até pouco tempo atrás, tinha gente no PL estadual defendendo com unhas e dentes que o partido de 47% da população brasileira virasse linha auxiliar em MT. Gente que, voluntariamente, colocava o PL de joelhos, sem precisar de pressão externa.

Aí veio Michelle Bolsonaro, com um recado tão direto que não precisava de legenda: bolsonarista de ocasião tem prazo de validade curto. E bastou isso para muita gente fingir amnésia política.

Agora, com Mauro e Eduardo se estranhando em praça pública, esses mesmos líderes que deveriam ser os primeiros a se posicionar; fingem que não têm nada a ver com o assunto. Não dão satisfação ao eleitor, não assumem lado, não explicam suas escolhas. Estão esperando quem ganhar para correr e dizer que “sempre estiveram juntos”.

A política mato-grossense vive hoje uma disputa que deveria expor maturidade, projeto e clareza. Mas o que aparece é o contrário: uma elite política que se acostumou a surfar na onda dos outros e agora treme diante da primeira marola de verdade.

O eleitor percebe. O eleitor cobra.

E o eleitor não esquece quem fala alto na calmaria e some no primeiro sinal de turbulência.
Silêncio pode ser estratégia.

Mas neste caso, é só covardia.

O jogo está sendo jogado.

Quem devia estar em campo decidiu ficar na arquibancada; torcendo para ninguém notar.

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