Selic recua para 14,50%: Copom sinaliza cautela ante inflação e riscos geopolíticos
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O Banco Central, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (29), representa o segundo corte consecutivo de 2026, dando continuidade ao movimento iniciado na reunião de março.
No comunicado oficial, a autoridade monetária ressaltou a necessidade de cautela e a incorporação de novos dados antes de definir os próximos passos da política monetária. Embora o corte já fosse esperado pelo mercado, investidores devem analisar as sinalizações do Banco Central para as próximas sessões.
Impactos no Mercado e Projeções
Para Luiz Arthur Hotz Fioreze, diretor de portfólio da Oryx Capital, a redução favorece o ambiente de negócios ao diminuir o custo de capital e incentivar o investimento produtivo. Contudo, o especialista alerta que o cenário ainda exige prudência devido a incertezas significativas.
Carlos Lopes, economista do banco BV, avalia que o ritmo moderado de ajuste deve ser mantido no curto prazo. Segundo sua projeção, a Selic deve cair 25 pontos por reunião até o fim do terceiro trimestre, momento em que o ritmo pode acelerar.
Nesse cenário a gente mantém a nossa avaliação de que a taxa de juros deve continuar sendo reduzida em 25 pontos por reunião até o final do terceiro trimestre para então só acelerar e ir para um ritmo de 50 pontos, encerrando o ano em 12,5% ao ano
, afirma Carlos Lopes.
Riscos Externos e Inflação
Apesar do alívio nos juros, a desancoragem das expectativas de inflação preocupa parte dos analistas. Luiz Arthur Hotz Fioreze destaca que a perda de confiança do mercado na meta de inflação cria um círculo vicioso, limitando o espaço para novos cortes e exigindo juros altos por mais tempo.
O cenário externo também adiciona volatilidade às projeções domésticas. Segundo Raphael Vieira, head de Investimentos da Arton Advisors, o conflito no Oriente Médio e os impactos nas commodities são fatores de risco significativos para a economia brasileira.
A instabilidade geopolítica envolvendo o Irã e as possíveis pressões sobre os preços internacionais podem impactar diretamente a B3 e o sentimento de risco dos investidores locais nos próximos meses.
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