CLDF reduz em R$ 2,9 bilhões lista de ativos para saneamento do BRB
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A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou um projeto de lei que reduz em R$ 2,9 bilhões o valor total em imóveis destinados a cobrir o rombo financeiro do Banco de Brasília (BRB). A medida altera o plano de aporte original, que visava sanear prejuízos decorrentes de operações com o Banco Master.
O novo texto, enviado pela governadora Celina Leão (PP), retira dois ativos específicos que eram alvo de contestações técnicas e judiciais. O plano anterior, elaborado pela gestão de Ibaneis Rocha (MDB), previa a utilização de nove imóveis avaliados em R$ 6,6 bilhões para capitalizar a instituição.
Detalhes da alteração nos ativos
A proposta aprovada exclui do pacote de socorro a “Gleba A”, uma área ambiental de 716 hectares na Serrinha do Paranoá, avaliada em R$ 2,3 bilhões. Também foi retirado um terreno de 192 mil metros quadrados no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), cujo valor estimado era de R$ 632 milhões.
Com as exclusões, o montante de imóveis restantes para a operação foi fixado em R$ 3,654 bilhões. Apesar da aprovação, o governo distrital ainda não apresentou laudos de avaliação atualizados para os terrenos que permanecem no escopo do projeto.
Busca por garantias federais
O objetivo central do governo é obter um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para evitar a liquidação do BRB. Devido à situação fiscal do Distrito Federal, Celina Leão busca o aval do Tesouro Nacional como garantia para a operação de crédito.
A governadora, acompanhada do secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, e do presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, cumpre agenda com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A reunião visa discutir a viabilidade da análise excepcional solicitada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para viabilizar o aporte financeiro.
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