Os jogadores da Ponte Preta decidiram novamente não realizar o regime de concentração para a partida contra o Londrina, válida pela nona rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O protesto é motivado por atrasos nos pagamentos de salários do elenco e de funcionários da instituição.
A medida repete a postura adotada anteriormente no confronto contra o América-MG. O grupo de atletas realizou o treinamento na manhã de domingo e foi liberado para retornar às suas residências, apresentando-se no Estádio Moisés Lucarelli apenas para o almoço desta segunda-feira (18), horas antes do início do jogo marcado para as 19h.
Detalhes das pendências financeiras
As dívidas financeiras da Associação Atlética Ponte Preta variam entre os membros do plantel. Existem débitos remanescentes da temporada passada e também atrasos com atletas que foram contratados no início de 2026. Jogadores que estão no clube por empréstimo e recebem parte dos vencimentos de suas equipes de origem também compõem o cenário.
Havia uma expectativa interna de que ao menos uma folha salarial fosse quitada na última semana, o que não ocorreu. Em contato com a assessoria de imprensa do clube, a reportagem não obteve retorno oficial até o momento da publicação.
Contexto e posicionamento da diretoria
Em entrevista recente concedida à EPTV, afiliada da Rede Globo, o diretor jurídico da Ponte Preta, José Henrique Specie, declarou que a diretoria executiva planeja resolver as pendências financeiras com o elenco até o final do mês de maio.
Dentro de campo, a situação da equipe é crítica. A Ponte Preta ocupa atualmente a zona de rebaixamento da competição nacional, com sete pontos conquistados em 24 possíveis. O time chega para o duelo contra o Londrina pressionado por duas derrotas consecutivas, sofridas diante do São Bernardo e do Sport.
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