Políticos de MT celebram ida de Bolsonaro a domiciliar e apontam fim da “tortura”

Ex-presidente ganhou acesso à prisão domiciliar por 90 dias, com uso de tornozeleira, para o reestabelecimento da saúde

Políticos de Mato Grosso usaram as redes sociais para celebrar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de atender à manifestação da Procuradoria Geral da República (PGR) e permitir que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenha acesso à prisão domiciliar por 90 dias, com uso de tornozeleira, para o reestabelecimento da saúde. Ele está internado no Hospital DF Star após quadro de broncopneumonia.

Na percepção do deputado federal Nelson Barbudo (PL), Bolsonaro estava sendo “vítima de tortura” por encarar uma condenação “sem ter cometido nenhum crime”. “Vi a notícia, resolvi gravar o vídeo comemorando esta decisão da Justiça Brasileira, que até que enfim resolveu fazer o justo, o justo. Bolsonaro não cometeu crime nenhum, ele estava pagando injustamente numa prisão, ele estava sendo torturado, a palavra é tortura, torturado, Bolsonaro estava sendo torturado”, disse.

O deputado federal José Medeiros reconheceu que a flexibilização é um avanço, mas voltou a criticar a condenação de Bolsonaro no inquérito da trama golpista. “A prisão domiliciar alivia, mas está longe de fazer justiça […] A decisão em caráter temporário não muda em nada o absurdo de uma condenação sem provas”, indicou.

A primeira-dama de Cuiabá e vereadora Samantha Iris (PL) disse apenas: “Não deveria nem estar preso”. O vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli (PL), compartilhou uma imagem veiculada pelo PL nacional, com os dizeres “Deus não abandona os justos” e, na legenda, reforçou: “A Justiça tarda, mas não falha”. 

O deputado federal Coronel Assis (PL), vice-líder da oposição na Câmara, criticou a demora de Moraes em flexibilizar o regime de Bolsonaro e o responsabilizou pelo agravamento da saúde, diante da situação “degradante” da Papudinha. Ele também criticou a rigidez nas cautelas, que impõe veto a redes sociais, a acampamentos nas proximidades do imóvel e visita programada dos filhos.

Bolsonaro cumpria pena na Papudinha, no Distrito Federal, devido à condenação de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de estado e outros crimes. Ele estava preso desde o 22 de novrembro de 2025 por tentar romper a tornozeleira eletrônica com a uma máquina de solda. À época, a domiciliar foi convertida em preventiva, ainda fora do inquérito da trama golpista.

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