Paulo Pimenta defende tornozeleira eletrônica para Flávio Bolsonaro e instalação de CPMI

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O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou, nesta quinta-feira (14), que a bancada governista defende a aplicação de monitoramento eletrônico ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista à CNN Brasil, o parlamentar justificou o pedido de tornozeleira alegando um suposto risco de fuga do senador.
A declaração ocorre após a divulgação de uma reportagem pelo portal The Intercept Brasil, que revelou negociações entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master. Segundo os documentos, o senador teria articulado o repasse de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção de um filme sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Detalhes das Transferências
As investigações apontam que pelo menos US$ 10,6 milhões, equivalentes a R$ 61 milhões, foram efetivamente pagos entre os meses de fevereiro e maio de 2025. O montante teria sido enviado por meio de seis transferências bancárias distintas. Paulo Pimenta classificou a situação como grave e defendeu que o Congresso Nacional instale uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as atividades do Banco Master.
O deputado petista também direcionou críticas ao Banco Central do Brasil, acusando a instituição de “omissão criminosa” e “cumplicidade” na condução do caso.
“É muito provável que, nos próximos dias, o Flávio Bolsonaro amanheça com a Polícia Federal batendo na porta da casa dele”, afirmou o parlamentar.
Posicionamento da Defesa
Em nota oficial, Flávio Bolsonaro confirmou que solicitou recursos ao ex-banqueiro, mas negou qualquer irregularidade. O senador argumentou que a transação se tratou de uma busca por patrocínio privado para um projeto cultural particular, sem a utilização de recursos públicos.
“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, declarou o senador.
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