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Pai de suspeitos de decepar mãos de jovem em Quixeramobim revela esconderijo à polícia

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Pai de suspeitos de decepar mãos de jovem em Quixeramobim revela esconderijo à polícia
Foto: G1

Raimundo Nonato Acioli dos Santos, pai dos dois homens acusados de deceparem as mãos de Ana Clara de Oliveira, de 21 anos, foi o responsável por indicar à polícia a localização do paradeiro dos filhos. De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), o genitor colaborou com as autoridades logo após o crime, ocorrido na madrugada de 1º de maio, em Quixeramobim.

Em depoimento oficial, Raimundo afirmou que os filhos, Ronivaldo Rocha dos Santos e Evangelista Rocha dos Santos, confessaram a autoria do ataque. Ele relatou ter recebido mensagens de Ronivaldo informando que Evangelista havia matado a jovem, embora a vítima tenha sobrevivido após passar por cirurgias de reimplante.

Detalhes das Prisões e Apreensões

Com base nas informações fornecidas pelo pai, a Polícia Civil do Estado do Ceará localizou Evangelista dos Santos em uma residência no Bairro Conjunto Esperança, em Quixeramobim. No imóvel, os agentes apreenderam uma foice, peças de roupa e um chinelo, todos apresentando manchas de sangue, que foram encaminhados para perícia técnica.

O segundo envolvido, Ronivaldo Rocha dos Santos, foi capturado no Sítio Cajazeiras, zona rural do município de Madalena. O local da prisão fica a aproximadamente uma hora de distância do ponto onde a mutilação foi executada. Ambos os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Quixeramobim e, posteriormente, transferidos para uma unidade prisional em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Denúncia do Ministério Público

A promotora de Justiça Juliana Santos, da 2ª Promotoria de Justiça de Quixeramobim, denunciou a dupla por tentativa de feminicídio. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) recebeu o pedido que inclui o pagamento de uma indenização por danos morais no valor de R$ 97.260 em favor de Ana Clara.

Segundo a peça acusatória, Ana Clara e Ronivaldo mantinham uma união estável há dois anos, marcada por um histórico de conflitos e agressões físicas. Na noite do crime, após uma discussão motivada pelo consumo de álcool, Ronivaldo buscou o irmão para realizar o ataque.

“O companheiro da vítima voltou acompanhado do irmão, que portava uma foice, e passou a instigá-lo, dando comandos repetidos para que ele matasse a mulher”

, detalha o documento do MPCE.

Planejamento de Fuga e Mensagens

A quebra de sigilo telefônico, autorizada pela Justiça, revelou que os irmãos planejavam fugir logo após o crime. Evangelista chegou a solicitar a quantia de mil reais para “sumir do mapa”. Em resposta, Ronivaldo demonstrou preocupação apenas com as consequências jurídicas para si mesmo, repreendendo o irmão pela gravidade da violência empregada.

Em um dos áudios obtidos pela investigação, Ronivaldo afirma que a culpa recairia sobre ele e critica a ação do irmão:

“Era só ter dado umas mãozadas nela pra ela respeitar as cara”

. Para a Polícia Civil, os diálogos comprovam que não havia preocupação com o estado de saúde da vítima, que sofreu múltiplas lesões no ombro, perna e cotovelo, além da amputação das mãos.

Ana Clara de Oliveira foi socorrida por vizinhos que ouviram seus pedidos de ajuda. Ela permanece em processo de recuperação após a cirurgia de emergência realizada no mesmo dia do atentado. Até o momento, não há uma data definida para o julgamento dos réus.

📰 Fonte: G1 — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.