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Paciente ferida em queda de elevador em João Pessoa apresenta melhora em UTI

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Paciente ferida em queda de elevador em João Pessoa apresenta melhora em UTI
Foto: G1

A paciente de 36 anos que ficou paraplégica após a queda de um elevador em um prédio residencial no bairro do Altiplano, em João Pessoa, apresenta resposta satisfatória ao tratamento médico. Segundo boletim divulgado pelo Hospital Nossa Senhora das Neves (HNSN), a mulher segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com evolução clínica gradual.

O acidente ocorreu na tarde de quarta-feira (13/05/2026), quando o equipamento despencou do terceiro andar. Além da mulher, dois filhos dela, de três e cinco anos, estavam na cabine e sofreram escoriações leves.

Detalhes do Quadro Clínico

A paciente foi submetida a uma cirurgia na coluna vertebral na noite de quinta-feira (14/05). O procedimento, realizado no HNSN, teve como objetivo tratar uma fratura associada à compressão medular e incluiu a estabilização da coluna por meio de artrodese toracolombar.

De acordo com o diretor do Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, Laécio Bragante, o diagnóstico inicial de paraplegia foi confirmado por exames de imagem antes da transferência da paciente para a rede particular. A mulher, que é natural do Suriname e reside na Holanda, trabalha em regime remoto e havia se mudado recentemente para a capital paraibana.

As crianças receberam alta hospitalar na manhã seguinte ao acidente e estão sob os cuidados de amigos da família. Até o momento, a equipe médica não forneceu previsões sobre a reversão do quadro de paraplegia, mantendo o monitoramento contínuo na UTI.

Contexto e Disputa Judicial

O condomínio onde o acidente ocorreu já movia uma ação judicial contra a construtora GGP desde janeiro de 2025, apontando falhas estruturais recorrentes. Um laudo técnico elaborado entre o fim de 2025 e o início de 2026 listou irregularidades graves no elevador do Bloco B, incluindo a inadequação da máquina de tração para o peso da estrutura e o descumprimento de normas de segurança.

Entre os problemas relatados no processo, que tramita na 7ª Vara Cível da Capital, constam episódios de incêndio no fosso, travamentos e falhas nos sistemas de resgate emergencial. A Justiça já havia determinado a substituição dos equipamentos, mas a construtora recorreu da decisão.

Em nota oficial, a construtora GGP afirmou que:

“A responsabilidade pela manutenção dos equipamentos de uso comum, incluindo os sistemas de elevação, recai integralmente sobre o condomínio a partir do momento em que os moradores passam a fazer uso regular desses equipamentos.”

A administração do condomínio contesta a versão da empresa e reforça que os vícios construtivos foram reportados desde a entrega do empreendimento, em setembro de 2023. A Rede Paraíba teve acesso a documentos que classificam a necessidade de substituição integral dos elevadores como de prioridade alta.

📰 Fonte: G1 — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.