Um grupo internacional de astrônomos publicou o mapa mais detalhado já produzido da teia cósmica, a estrutura que organiza a matéria no Universo. O levantamento catalogou 164 mil galáxias e rastreia a formação de filamentos e vazios espaciais desde que o cosmos tinha apenas 1 bilhão de anos.
Detalhes do levantamento
A pesquisa foi liderada por cientistas da Universidade da Califórnia em Riverside (UCR), nos Estados Unidos, com a colaboração de pesquisadores de outros nove países, incluindo Alemanha, Chile, Dinamarca, França e Japão. Os resultados foram apresentados no periódico científico The Astrophysical Journal.
Por ser tridimensional e abranger bilhões de anos de história, os dados foram disponibilizados em um repositório online para consulta pública. O trabalho permite visualizar como as galáxias se distribuem ao longo de filamentos e folhas formadas por gás e matéria escura, em vez de estarem espalhadas de maneira uniforme.
Contexto e estrutura
A teia cósmica funciona como o esqueleto do cosmos, onde as galáxias se concentram em regiões de alta densidade separadas por imensos vazios. Os cientistas utilizam a analogia de uma esponja para descrever essa arquitetura: as paredes representam os filamentos repletos de galáxias, enquanto os buracos correspondem aos espaços praticamente sem matéria.
Essa organização conecta aglomerados em uma única estrutura que se estende por bilhões de anos-luz. O mapa contou com registros fotográficos de Hossein Hatamnia e busca explicar a forma como a matéria está organizada em larga escala desde os primórdios do tempo.
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