URGENTE
Últimas Notícias Variedades

Quatro décadas do mistério oficial: a trajetória da ‘Noite dos OVNIs’ no Brasil

Compartilhar:
Quatro décadas do mistério oficial: a trajetória da 'Noite dos OVNIs' no Brasil
Foto: G1

O episódio conhecido como “Noite dos OVNIs” completa 40 anos nesta terça-feira (19). Em 1986, pelo menos 21 objetos voadores não identificados foram detectados nos céus de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás, mobilizando a Força Aérea Brasileira (FAB) em uma das maiores operações ufológicas do país.

O caso teve início quando o operador da torre do Aeroporto de São José dos Campos avistou pontos luminosos que mudavam de cor. O piloto Alcir Pereira e o engenheiro aeronáutico Ozires Silva, um dos fundadores da Embraer, confirmaram o avistamento das luzes enquanto sobrevoavam a região. Na época, Ozires Silva presidia a Petrobras e relatou que os objetos acompanharam sua aeronave executiva.

Perseguição Aérea e Registros

Diante da detecção pelos radares do Cindacta, a Força Aérea Brasileira (FAB) enviou cinco caças para interceptar os alvos. Segundo os registros militares, os objetos apresentavam alta velocidade e capacidade de desaparecer subitamente dos radares, impedindo que os pilotos brasileiros alcançassem as luzes.

O ufólogo Renato Mota destaca que o evento é fundamental para a ufologia mundial devido ao volume de evidências.

É um dos maiores casos pela quantidade de testemunhas, envolvimento militar e documentação oficial existente. Tivemos testemunhas civis, pilotos militares, controladores de voo e registros de radar

, explica o especialista.

Confisco de Imagens e Documentação

Um desdobramento do caso envolve o fotojornalista Adenir Brito, de São José dos Campos, que registrou os objetos. Segundo o fotógrafo, os negativos das imagens foram confiscados por um homem que se identificou como cientista da NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço). O material nunca foi devolvido ao profissional ou ao jornal onde ele trabalhava.

Anos depois, em 2009, documentos oficiais foram desclassificados. Um relatório assinado pelo brigadeiro José Pessoa Cavalcanti Albuquerque concluiu que os fenômenos observados eram sólidos e refletiam inteligência, dada a capacidade de voar em formação. Na época do ocorrido, o então ministro da Aeronáutica, brigadeiro Octávio Júlio Moreira Lima, afirmou em coletiva que a instituição não possuía explicações técnicas para o fenômeno.

📰 Fonte: G1 — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.