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Lula garante que fim da escala 6×1 considerará particularidades de cada setor econômico

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Lula garante que fim da escala 6x1 considerará particularidades de cada setor econômico
Foto: G1 Política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (19), que a implementação do fim da escala 6×1 no Brasil ocorrerá de forma dialogada, respeitando as realidades específicas de cada setor econômico. Durante a abertura de um evento internacional da indústria da construção em São Paulo, o mandatário assegurou que as mudanças não serão impostas de maneira arbitrária pelo governo federal.

O debate sobre a redução da jornada de trabalho ganhou força no Congresso Nacional e conta com o apoio de parte da sociedade civil. Segundo Lula, a discussão é necessária para atender aos anseios dos trabalhadores por mais tempo de lazer e convivência familiar, mas ponderou que a aplicação deve ser criteriosa.

“A jornada de trabalho vai ser aplicada levando em conta a especificidade de cada categoria, ninguém vai impor na marra. É preciso a gente respeitar a realidade de cada profissão, de cada setor econômico, para a gente fazer as coisas que resultem no benefício que nós queremos para a sociedade”, declarou o presidente.

Posicionamento do setor produtivo

Representantes do setor produtivo, incluindo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), manifestaram preocupação com o impacto da medida. Para as confederações patronais, a redução da jornada sem a devida transição pode elevar custos operacionais, prejudicar a competitividade e afetar a geração de empregos.

O presidente da CBIC, Renato Correia, entregou um documento com reivindicações do setor ao governo durante o encontro. Lula elogiou a postura da entidade, afirmando que empresários devem apresentar pautas formais e sugestões técnicas em vez de utilizar os meios de comunicação para críticas genéricas.

Tramitação legislativa

Na Câmara dos Deputados, o relator da matéria, o deputado Léo Prates (Republicanos-BA), apresentou um plano de trabalho que prevê a votação do parecer na comissão especial no próximo dia 26 de maio. O debate legislativo deve ser acompanhado por análises sobre produtividade, inovação e qualificação profissional, fatores apontados por economistas como essenciais para viabilizar a redução da carga horária sem prejuízos econômicos.

📰 Fonte: G1 Política — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.