Juliano Cazarré defende projeto sobre masculinidade e rebate críticas em debate televisivo
Foto: G1 Política
O ator Juliano Cazarré participou do programa GloboNews Debate nesta terça-feira (12) para discutir a educação e o papel dos homens na sociedade contemporânea. Durante a transmissão, o artista defendeu seu novo curso, intitulado “O Farol e a Forja”, e rebateu críticas sobre a masculinidade ser rotulada como inerentemente negativa.
Juliano Cazarré afirmou que seu projeto é voltado para homens que se sentem marginalizados por discursos atuais. Segundo o ator, existe uma parcela da população masculina que ouve há duas décadas que é tóxica apenas por sua natureza.
“Eu estou falando para os homens e meninos que estão há 20 anos ouvindo que todos eles são tóxicos só pelo fato de serem homens”, declarou.
Divergências no debate
A psicanalista Vera Iaconelli contestou os argumentos do ator durante o programa. Ela defendeu que os homens precisam ouvir mais as mulheres quando o assunto é violência de gênero e afirmou que o pedido feminino por segurança não é uma acusação contra a masculinidade em si. De acordo com Vera Iaconelli, muitos homens se sentem ofendidos ao serem convidados a repensar seus papéis.
O consultor sobre equidade de gênero e raça Ismael dos Anjos também integrou a mesa de discussão. O debate ocorre semanas após o anúncio da imersão presencial de Juliano Cazarré, que gerou repercussão negativa entre colegas da classe artística em abril.
Detalhes do curso ‘O Farol e a Forja’
O evento está programado para ocorrer entre os dias 24 e 26 de julho, na cidade de São Paulo. A imersão é dividida em três pilares principais: vida profissional e legado, vida pessoal (incluindo paternidade, virtudes e dieta) e vida interior.
O encerramento do projeto será dedicado à espiritualidade e masculinidade sob a perspectiva da Igreja Católica, com a celebração de uma Santa Missa. Juliano Cazarré negou que a iniciativa tenha caráter de autoajuda, descrevendo-a como um congresso para debater liderança e virilidade.
O ator, que é pai de quatro meninos e duas meninas, defendeu que homens e mulheres possuem diferenças naturais de comportamento. Para o artista, o homem é um ser voltado para a ação e a resolução de problemas, características que ele pretende incentivar em seus filhos ao lado da empatia.
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