Jaques Wagner condena PEC da Anistia e classifica rejeição de Jorge Messias como ‘violência institucional’

 Jaques Wagner condena PEC da Anistia e classifica rejeição de Jorge Messias como ‘violência institucional’

Foto: G1 Política

O líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA), classificou a proposta de emenda à constituição (PEC) da Anistia como “nefasta à democracia brasileira” em entrevista concedida nesta quarta-feira (11). O parlamentar afirmou que conceder perdão aos responsáveis pela depredação das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro serviria como estímulo para que novos ataques às instituições sejam repetidos no futuro.

Para Jaques Wagner, não há possibilidade de anistiar quem participou da destruição do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. O senador fez uma distinção entre os financiadores dos atos e o que chamou de “massa de manobra”, defendendo que a punição deve considerar o papel de cada indivíduo nas invasões.

Rejeição de Jorge Messias ao STF

Durante a entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, o senador também comentou a recente derrota de Jorge Messias, atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), na disputa por uma vaga no STF. Jaques Wagner descreveu o resultado como uma “violência institucional” motivada por vingança e retaliação política contra o governo federal.

“A rejeição do Messias foi uma cacetada no governo Lula. Foi uma crueldade e uma violência institucional. Havia uma grande preferência pelo ex-presidente da casa, Rodrigo Pacheco”, afirmou o parlamentar.

Segundo o líder governista, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tentou consolidar o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga antes da indicação oficial de Jorge Messias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O posto em questão foi aberto com a saída de Luís Roberto Barroso da corte.

Bastidores e votação secreta

O senador revelou que o sistema de votação secreta no Supremo Tribunal Federal e no Legislativo acaba sendo um “convite à traição”. Ele relatou que Davi Alcolumbre previu com precisão a derrota governista momentos antes do anúncio oficial, indicando que o governo perderia por oito votos — o resultado final foi de sete votos de diferença.

No dia 29 de abril, a indicação de Jorge Messias foi rejeitada com 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis. Paralelamente, deputados da oposição articulam a retomada do debate sobre a PEC da Anistia, movimento que ganhou força após o ministro Alexandre de Moraes suspender a aplicação de dosimetria em processos relacionados aos ataques antidemocráticos.

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