Israel estuda novas ações militares contra o Irã e aguarda sinalização de Donald Trump

Foto: G1
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste sábado (27) que enviará uma delegação oficial aos Estados Unidos em breve. O objetivo da missão é discutir o programa nuclear do Irã, em um momento de escalada nas tensões regionais. Segundo informações de bastidores, o governo israelense avalia a retomada de operações militares diretas, mas aguarda uma definição estratégica de Donald Trump.
Crise nos Acordos de Paz
A movimentação diplomática ocorre em meio a acusações mútuas de violação do cessar-fogo assinado em 17 de junho entre Washington e Teerã. O Irã afirmou que os recentes ataques aéreos norte-americanos em sua costa sul representam uma "violação flagrante" do protocolo de paz. Mohsen Rezaei, conselheiro do líder supremo iraniano, alertou que qualquer desrespeito ao acordo terá uma resposta "rápida e decisiva".
No Líbano, a situação é igualmente instável. Apenas um dia após a assinatura de um acordo mediado pelos EUA, as Forças de Defesa de Israel confirmaram bombardeios na região de Nabatieh. Um porta-voz militar informou que a ofensiva mirava "suspeitos de terrorismo" que ameaçavam tropas israelenses. Em resposta, o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, declarou o tratado como "nulo" e uma "humilhação" à soberania libanesa.
Escalada no Golfo Pérsico
O conflito expandiu-se para outras frentes no Golfo Pérsico. O governo do Bahrein, que abriga a 5ª Frota da Marinha dos EUA, denunciou ataques de drones atribuídos ao Irã em seu território. Simultaneamente, a Divisão de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) relatou que um navio-tanque foi atingido por um projétil no Estreito de Ormuz, danificando a ponte de comando da embarcação.
Apesar das hostilidades, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) mantém a expectativa de cumprir o acordo provisório que garante acesso às instalações nucleares iranianas. Rafael Grossi, diretor-geral da agência, afirmou no Japão que as inspeções são fundamentais para a manutenção do entendimento entre as potências. O cenário permanece sob vigilância do Conselho de Segurança da ONU, enquanto as partes aguardam as diretrizes políticas que virão de Washington.
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