IML descarta indícios de violência em corpo de idosa encontrada morta em Bayeux
Foto: G1
Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) de João Pessoa não identificaram sinais de violência no corpo da idosa Milce Daniel. A vítima foi encontrada morta em uma área de mata em Bayeux, na Grande João Pessoa, na última semana, após passar sete dias desaparecida.
Segundo o diretor do IML, Flávio Fabres, os testes para violência sexual e a presença de substâncias tóxicas que pudessem causar o óbito deram resultado negativo. O laudo definitivo que apontará a causa da morte está em execução, com prazo legal de 10 dias para conclusão, podendo ser prorrogado.
Detalhes da Perícia e Investigação
Apesar dos resultados negativos para agressão física imediata, o IML aguarda o resultado de um exame de DNA realizado no veículo de Willis Cosmo. Ele foi a última pessoa a ser vista com a idosa quando ambos saíram para uma consulta no Hospital Metropolitano, em Santa Rita.
Flávio Fabres explicou que o avançado estado de decomposição dificultou a análise preliminar.
“A autópsia não evidenciou algum elemento violento maior. Tanto a perícia do local quanto a autópsia não evidenciaram sinais de violência”
, afirmou o diretor. Ele ressaltou que, embora os exames auxiliem a Polícia Civil, não descartam totalmente outras formas de abuso que não deixam marcas físicas.
De acordo com Aldenir Lins, perito do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), há indícios de que Milce Daniel chegou viva ao local onde foi encontrada. A posição do corpo, as vestes e o fato de ela ainda calçar as sandálias reforçam essa hipótese técnica.
Depoimentos e Divergências
O delegado Douglas García, responsável pelo caso, informou que Willis Cosmo prestou depoimento e foi liberado, não sendo considerado suspeito até o momento. A polícia, contudo, identificou divergências nos horários fornecidos pelo homem sobre o trajeto entre o hospital e a área de mata onde o corpo foi localizado.
“O senhor Willis não figura como investigado e está sendo colaborativo. Somente com as provas técnicas vamos direcionar nossa investigação”
, pontuou o delegado. O inquérito, que atualmente trata o caso como desaparecimento, pode ser alterado para morte natural ou homicídio após a emissão dos laudos periciais finais pela Polícia Civil.
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