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Superfecundação heteropaternal: irmãs gêmeas do Reino Unido descobrem ter pais biológicos distintos

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Superfecundação heteropaternal: irmãs gêmeas do Reino Unido descobrem ter pais biológicos distintos
Foto: Infomoney

As irmãs Michelle e Lavinia Osbourne, nascidas em 1976 em Nottingham, no Reino Unido, descobriram por meio de testes de DNA que são filhas de pais biológicos diferentes. O fenômeno, conhecido na medicina como superfecundação heteropaternal, é considerado uma raridade extrema, com cerca de 20 casos documentados em todo o mundo.

Durante décadas, as irmãs acreditaram que eram filhas de um homem chamado James, conforme relatado pela mãe. A suspeita sobre a ancestralidade real começou com Michelle, que não identificava semelhanças físicas com o suposto pai. Em 2022, testes genéticos realizados pelas duas confirmaram que, embora tenham compartilhado a mesma gestação, são biologicamente meias-irmãs.

Detalhes do Caso

A investigação genética revelou que Michelle é filha biológica de um homem chamado Alex. Já Lavinia descobriu que seu pai biológico é Arthur, um terceiro homem envolvido na história. A descoberta ocorreu em um momento delicado, coincidindo com o falecimento da mãe das gêmeas, que sofria de Mal de Alzheimer.

O fenômeno da superfecundação heteropaternal ocorre quando uma mulher libera dois óvulos no mesmo ciclo menstrual e ambos são fecundados por espermatozoides de homens diferentes em um curto intervalo de tempo. Segundo informações publicadas pela BBC, este é o primeiro registro oficial do caso no Reino Unido.

“Sempre tivemos apenas uma à outra. Nossa conexão é mais forte do que qualquer revelação genética”, afirmou Lavinia em entrevista.

Após os resultados, Lavinia estabeleceu contato com Arthur, seu pai biológico, para compreender as circunstâncias do envolvimento dele com sua mãe na década de 1970. As irmãs reforçaram que a descoberta não alterou o vínculo afetivo que construíram ao longo da vida.

Ocorrência na América do Sul

Um caso semelhante foi registrado na Colômbia em 2018. Uma mulher, que não teve a identidade revelada, buscou o Laboratório de Genética de Populações e Identificação da Universidade Nacional da Colômbia para identificar o pai de seus filhos gêmeos de dois anos.

Os exames confirmaram que cada criança era filha de um pai distinto. O professor William Usaquén, diretor do laboratório há 26 anos, destacou que aquele foi o primeiro e único caso do tipo presenciado pela instituição até o momento.

📰 Fonte: Infomoney — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.