O plano de captação de recursos para o filme “Dark Horse”, obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, previa a oferta de cotas de investimento que variavam entre US$ 500 mil e US$ 1,1 milhão. O principal atrativo da proposta era a promessa de uma “oportunidade de imigração” nos Estados Unidos para os maiores financiadores.
As informações foram reveladas pelo Intercept Brasil nesta sexta-feira (15) e confirmadas pela TV Globo. Segundo os documentos obtidos, o projeto apresentava um suposto “atalho” para que investidores garantissem o direito ao visto de residência permanente em solo americano.
Detalhes do Investimento
O benefício imigratório, considerado incomum para o mercado cinematográfico, estava vinculado exclusivamente à cota de valor mais elevado. Para acessar a promessa de permanência legal nos Estados Unidos, o investidor deveria aplicar US$ 1,1 milhão, montante equivalente a cerca de R$ 5,5 milhões na cotação atual.
O plano de investimento utilizava a cinebiografia de Jair Bolsonaro como base para atrair capital, oferecendo a facilitação de documentos como contrapartida financeira. Não foram divulgados detalhes sobre como a produção executaria legalmente a intermediação dos vistos junto às autoridades americanas.
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