Faissal participa de reunião do CRM que apresenta resolução para reforçar segurança de médicos

O deputado estadual Faissal Calil (PL) participou, nesta terça-feira (3), de reunião no auditório do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), em Cuiabá, onde foi apresentada a Resolução nº 2.444/2025, do Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabelece medidas obrigatórias de segurança para médicos em unidades de saúde públicas e privadas.

A norma, que entrou em vigor em 1º de março, prevê controle de acesso, videomonitoramento, botão de pânico, protocolos de resposta imediata em casos de agressão, suporte psicológico e jurídico aos profissionais, além da comunicação obrigatória de episódios de violência às autoridades.

Durante o encontro, o presidente do CRM-MT, Diogo Sampaio, destacou que a violência contra médicos deixou de ser pontual e se tornou estrutural. “A resolução é a forma encontrada para darmos um basta nisso”, afirmou.

Relator da norma, o conselheiro federal Raphael Câmara ressaltou que as medidas foram construídas a partir de relatos de profissionais vítimas de violência. “Toda a resolução foi pensada com medidas simples, que não oneram de forma substancial os cofres públicos, mas que certamente vão inibir agressores e melhorar o ambiente das unidades”, pontuou.

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Guilherme Maluf, também elogiou a iniciativa. “Vejo com bons olhos o teor da resolução, que atende a um anseio antigo dos profissionais de saúde. O TCE vai trabalhar para divulgar esta resolução junto aos outros tribunais”, declarou.

Faissal Calil destacou a gravidade da situação e reforçou a necessidade de ação conjunta. “Este é um problema muito grave, que precisa ser combatido. Temos atuado junto à Polícia Militar para intensificar o policiamento nas unidades mais críticas e, com a resolução, contamos com um novo instrumento para enfrentar os casos de violência”, afirmou.

Dados apresentados durante a reunião apontam que, entre 2013 e 2025, Mato Grosso registrou 9.182 casos de violência contra médicos. Apenas no ano passado, foram 157 ocorrências, mas somente 12 comunicadas oficialmente ao CRM-MT, evidenciando subnotificação.

Profissionais também relataram situações graves vivenciadas no exercício da medicina. Uma médica contou que teve os quatro pneus do carro perfurados após divergência com paciente. Outro profissional relatou ter sido conduzido armado à delegacia diante de pacientes, em episódio que classificou como constrangedor.

Ao final, Raphael Câmara afirmou que os relatos ouvidos em Mato Grosso refletem a realidade nacional. “Tenho a certeza de que, com um trabalho articulado, iremos ver esta resolução ser integralmente implementada e, enfim, termos nas unidades um lugar seguro para todos”, concluiu.

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