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Donald Trump ataca repórter do New York Times e classifica cobertura sobre Irã como ‘traidora’

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Donald Trump ataca repórter do New York Times e classifica cobertura sobre Irã como 'traidora'
Foto: Infomoney

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o jornalista David Sanger, correspondente do The New York Times, de “falso” e acusou sua cobertura sobre o conflito no Irã de ser “traidora”. O ataque verbal ocorreu nesta sexta-feira, 15, a bordo do avião presidencial Air Force One, durante o trajeto de retorno de uma visita oficial à China.

Donald Trump demonstrou irritação após ser questionado por Sanger sobre a viabilidade de novos bombardeios e a ausência de mudanças políticas no regime iraniano. O presidente acusou o veículo e o profissional de distorcerem os fatos relativos às tensões militares no Oriente Médio.

Alegações de vitória militar

Durante a interação, o mandatário afirmou que os Estados Unidos alcançaram uma “vitória militar total” contra o país persa. Segundo Donald Trump, as forças americanas destruíram a Marinha, a Força Aérea, os sistemas antiaéreos e os radares do Irã.

O presidente também declarou que 85% da capacidade de fabricação de mísseis iranianos foi eliminada sem a necessidade de destruir infraestruturas civis, como pontes. “O Irã nunca terá uma arma nuclear. Posso dizer isto com convicção muito, muito forte”, afirmou o republicano em vídeo publicado pela Casa Branca.

“Tivemos uma vitória total, exceto para pessoas como você, que não escrevem a verdade. Eu realmente acho que o que você escreve é algo meio traidor”, disse o presidente a David Sanger.

Além das críticas ao The New York Times, o presidente estendeu os ataques à CNN, classificando ambos como os piores veículos de imprensa. Ele alegou, sem apresentar provas, que o número de assinantes do jornal nova-iorquino estaria em queda devido à publicação de notícias falsas.

Histórico de hostilidade

Este episódio marca o segundo ataque de Donald Trump a profissionais da comunicação em uma semana. Na última terça-feira, 12, ele chamou uma jornalista de “pessoa burra” após ser questionado sobre o orçamento de obras em um salão de festas na residência oficial.

O histórico do presidente inclui uma série de insultos a jornalistas, frequentemente direcionados a mulheres. Em ocasiões anteriores, Donald Trump utilizou termos depreciativos como “estúpida”, “feia” e “porquinha” para se referir a repórteres que faziam questionamentos críticos ao seu governo.

A viagem à China, que precedeu o incidente, também teve desdobramentos diplomáticos. O ministro chinês Wang contradisse declarações do presidente americano, afirmando que o líder Xi Jinping discutiu a redução de tarifas em Pequim, enquanto o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott, confirmou a extensão de cessar-fogo em conflitos paralelos na região.

📰 Fonte: Infomoney — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.