O encerramento do contrato entre o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e o Banco de Brasília (BRB), nesta quinta-feira (14/5), deu início a uma fase de transição para a custódia de recursos bilionários. Segundo apuração, a instituição financeira brasiliense detém atualmente R$ 8,4 bilhões em depósitos judiciais vinculados à Corte.
Apesar do fim do vínculo contratual, o montante bilionário não será retirado das contas do BRB de forma imediata. Fontes que acompanham a movimentação afirmam que uma retirada integral e súbita poderia levar a instituição ao colapso financeiro, uma vez que o banco já opera próximo aos seus limites operacionais.
Transição para a Caixa
Com a mudança, os novos depósitos judiciais gerados pela Justiça do Distrito Federal passarão a ser processados pela Caixa Econômica Federal. O banco público federal assume o papel de novo depositário oficial, enquanto o saldo remanescente no BRB será reduzido gradualmente.
O processo de esvaziamento das contas antigas seguirá o ritmo natural das ordens judiciais de pagamento. Dessa forma, o BRB mantém a custódia dos valores já depositados até que os processos transitem em julgado ou que haja determinação específica para o levantamento das quantias pelos beneficiários.
A medida visa preservar a saúde financeira do banco estatal do Distrito Federal, evitando uma crise de liquidez. A transição ocorre em um momento de atenção para as métricas de capital da instituição, conforme reportado pelo portal Metrópoles.
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