Defesa de Elon Musk acusa Sam Altman de desvio de finalidade em fase final de julgamento da OpenAI
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O julgamento que opõe o bilionário Elon Musk à OpenAI entrou em sua fase decisiva nesta quinta-feira (14). Durante a sessão, a defesa de Musk concentrou esforços em questionar a integridade de Sam Altman, diretor-executivo da organização, acusando a liderança de transformar uma entidade beneficente em um veículo de enriquecimento próprio.
Acusações de enriquecimento ilícito
O processo movido por Elon Musk alega violação de confiança beneficente e enriquecimento ilícito por parte da OpenAI e de seu presidente-executivo, Sam Altman. Os advogados do empresário argumentam perante o júri que os réus teriam agido para “roubar uma instituição de caridade” ao se afastarem do compromisso de desenvolver inteligência artificial segura para o benefício da humanidade.
Segundo o depoimento de Musk, ele teria sido manipulado a doar aproximadamente US$ 38 milhões para a causa inicial. A acusação sustenta que, sem o conhecimento do bilionário, os líderes da entidade criaram uma estrutura com fins lucrativos vinculada à organização original, permitindo o recebimento de dezenas de bilhões de dólares de investidores como a Microsoft.
Contraponto da OpenAI
Em resposta às alegações, a OpenAI afirmou que a transição para um modelo com fins lucrativos foi necessária para fortalecer a organização e viabilizar sua expansão tecnológica. A empresa destacou que a entidade sem fins lucrativos original permanece como acionista da corporação atual.
Os representantes de Sam Altman rebateram as motivações da ação judicial, sugerindo que Elon Musk moveu o processo por não ter obtido o controle total sobre a companhia antes de seu desligamento. O veredito do caso é aguardado como um marco que pode definir as responsabilidades de governança em organizações de tecnologia de grande escala.
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