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Cúpula do Congresso evita abertura de CPI do Banco Master apesar de pressão política

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Cúpula do Congresso evita abertura de CPI do Banco Master apesar de pressão política
Foto: G1 Política

A cúpula do Congresso Nacional resiste à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master, apesar da pressão pública exercida por parlamentares do governo e da oposição. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), têm evitado dar andamento aos pedidos de abertura da comissão.

Parlamentares admitem reservadamente que a investigação não interessa a nenhum segmento político no momento. A avaliação interna é que o discurso em defesa da instalação possui função eleitoreira e de autoproteção, uma vez que uma investigação desse porte teria o potencial de atingir diversos nomes dentro do Legislativo.

Detalhes

Recentemente, uma reportagem do site Intercept Brasil revelou áudios e mensagens trocadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Após a divulgação, o PL e partidos da base governista, como o PT, intensificaram a pressão pública pela comissão, embora líderes partidários afirmem que o movimento ocorre apenas pela certeza de que a instalação é improvável.

Existem atualmente dois pedidos de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com assinaturas suficientes: um de autoria de Carlos Jordy (PL-RJ) e outro de Heloísa Helena (Rede-RJ). Na Câmara, uma CPI protocolada por Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) em fevereiro também aguarda decisão da presidência.

“O discurso [em defesa da CPI] fica fácil quando há certeza de que não vai acontecer”, afirmou um líder partidário sob reserva.

Contexto

O regimento exige a leitura do requerimento na primeira sessão após a apresentação, mas Davi Alcolumbre optou por pauta única na última sessão do Congresso, ignorando a criação da comissão. Parlamentares como Lindbergh Farias (PT-RJ), Otoni de Paula (PSD-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) acusam a existência de um acordo para barrar a CPMI em troca da derrubada de vetos na Lei da Dosimetria, o que é negado pela cúpula.

No Supremo Tribunal Federal, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) relembrou que um mandado de segurança aguarda despacho do ministro Kassio Nunes Marques para forçar a instalação. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que articulará a abertura do colegiado, mas reconheceu que o calendário eleitoral de 2026 é um obstáculo real para o avanço das investigações.

📰 Fonte: G1 Política — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.