Clã político, continuísmo e fisiologismo: o voto à todo custo

 Clã político, continuísmo e fisiologismo: o voto à todo custo

Quando o poder vira patrimônio familiar

O caso ligado a José Riva é frequentemente citado por críticos como um retrato claro de como a política pode ser capturada por estruturas familiares. Não se trata apenas de uma trajetória individual, mas da formação de um núcleo de poder que se perpetua por meio de vínculos de sangue, alianças estratégicas e controle de capital eleitoral, para Jabour, retrato da “pornopolitica”, um escárnio. 

A presença de Janaína Riva, somada à influência de Wellington Fagundes — seu sogro e peça relevante no tabuleiro político — amplia o alcance desse grupo. Para críticos, essa rede familiar não apenas ocupa espaços, mas os conecta, criando uma engrenagem de poder difícil de romper.

Esse cenário se agrava quando se observa a atuação direta de José Riva nas campanhas eleitorais dentro da própria família. Sua participação na eleição de Janaína e, agora, a movimentação em torno de uma possível candidatura de Jéssica Riva são apontadas como sinais evidentes de um projeto de continuidade planejada. Não se trata de renovação — trata-se de substituição interna.

A presença de Janete Riva em cargos públicos ao longo desse percurso reforça a percepção de que diferentes áreas do Estado foram ocupadas por um mesmo grupo, consolidando influência política e administrativa.

Para críticos, como o prefeito Abílio Brunini, esse tipo de estrutura representa o que há de mais emblemático na chamada velha política: concentração de poder, personalização da máquina pública e baixa abertura para novas lideranças. O resultado é um ambiente onde a disputa eleitoral deixa de ser equilibrada e passa a ser condicionada por estruturas pouco republicanas. 

É nesse ponto que o fisiologismo político se torna peça central. Em vez de compromisso com ideias ou projetos de longo prazo, prevalece a lógica da conveniência. Alianças são feitas e desfeitas conforme o cenário, aproximando-se de diferentes polos de poder — seja em torno de Luiz Inácio Lula da Silva, seja de grupos ligados ao Partido Liberal — sempre com o mesmo objetivo: permanecer no jogo, por isso a direita raiz, ligada a José Medeiros, é contra qualquer aliança com o clã “Riva”.
 
Esse modelo tem consequências diretas para a democracia:
esvazia o debate político e reduz a importância de propostas
bloqueia a renovação e a diversidade, fortalecendo redes de influência em detrimento do interesse público algo que amplia a desconfiança da população nas instituições democráticas e gera uma visão: será que vale a pena ser honesto no país de “Lulas e Rivas?”.

No fim, o que está em jogo não é apenas a trajetória de uma família, mas um padrão que se repete. Quando o poder público passa a girar em torno de fisiologismo, a democracia deixa de ser um espaço de disputa aberta e se aproxima perigosamente de um sistema de manutenção de privilégios. Ficou claro no Mato Grosso e no governo Jair Bolsonaro que uma gestão eficiente, pautada em entregas é o caminho, e que a perpetuação do poder à todo custo apodrece a democracia, a situação é tão pesada, que a família riva não quer mais MT, quer o Senado, o Brasil. Por isso eleitor, atenção, não tem como reclamar depois do STF votando em quem não tem compromisso com as pautas de relevância nacional. Lembre-se, é muito diferente ser Bolsonarista, um grupo de pessoas patriotas e um grupo familiar que não tem partido, aliás tem, o MDB que não tem lado, é o supra-sumo do fisiologismo. 

Seja inteligente pois vão tentar te confundir, porém os fatos não mentem, na lista do Vorcaro o Jair Bolsonaro não aparece, já Riva é um modelo de corrupção. Claro que para vencer do Lula toda aliança será bem vinda, e o Flávio Bolsonaro não vai negar apoio. Isso não valida o centrão, só explica que para vencer, nem sempre a ideologia vence, mas não precisamos descer no submundo da política para validar a correlação de forças, mesmo que necessário, há de se fazer política com limites, e seu voto é quem dita isso.

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