Pequim solicita que Paquistão reforce mediação entre EUA e Irã antes de cúpula com Trump

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O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, instou o Paquistão a intensificar seus esforços de mediação na guerra entre os Estados Unidos e o Irã. O pedido foi formalizado nesta terça-feira durante uma conversa telefônica com o chanceler paquistanês, Ishaq Dar, conforme relatado pela agência oficial Xinhua.
A movimentação diplomática antecede a chegada do presidente norte-americano, Donald Trump, a Pequim, prevista para a manhã desta quarta-feira (13). O conflito no Oriente Médio e a crise com o regime iraniano são temas centrais na agenda de reuniões entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, que devem se estender até sexta-feira.
Foco no Estreito de Ormuz
Durante o diálogo, Wang Yi destacou a necessidade de abordar a abertura do Estreito de Ormuz. A rota é considerada vital para o trânsito global de hidrocarbonetos e permanece bloqueada desde o início das hostilidades em fevereiro.
O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão confirmou que ambas as partes enfatizaram a importância de um cessar-fogo duradouro. Segundo a chancelaria, garantir a circulação normal de navios pela região é uma prioridade estratégica para a estabilidade econômica mundial.
Alinhamento Estratégico
A China, que mantém uma parceria econômica e estratégica consolidada com o Irã, reafirmou que continuará apoiando as gestões de Islamabad. O ministro Wang Yi declarou que o governo chinês dará sua própria contribuição para favorecer o diálogo entre as partes beligerantes.
A Casa Branca confirmou que o desembarque de Donald Trump em solo chinês deve ocorrer por volta das 9h (horário de Brasília). Apesar dos esforços diplomáticos de Pequim, Trump declarou anteriormente não necessitar da ajuda de Xi Jinping nas negociações com o governo iraniano.
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