Importadores chineses priorizam carne brasileira com certificação de preservação ambiental
Foto: G1 Economia
A líder da Associação da Indústria de Carnes de Tianjin, Xing Yanling, anunciou que os membros da entidade se comprometeram a importar 50 mil toneladas de carne bovina brasileira certificada e livre de desmatamento até o fim deste ano. O anúncio foi feito após uma visita técnica de Xing à Amazônia brasileira em abril, onde a executiva destacou a importância da preservação do bioma para o mercado internacional.
Detalhes do Compromisso
A Associação da Indústria de Carnes de Tianjin possui um papel estratégico no comércio exterior, representando importadores que respondem por cerca de 40% de toda a carne bovina brasileira enviada à China. O volume de 50 mil toneladas acordado para este ano representa aproximadamente 4,5% do total das exportações brasileiras de carne bovina projetadas para o mercado chinês em 2024.
Este movimento é interpretado como um sinal precoce de que a China, um dos maiores parceiros comerciais do agronegócio brasileiro, está disposta a absorver custos adicionais para garantir cadeias de suprimento sustentáveis. Em suas redes sociais, Xing Yanling descreveu a experiência na floresta como fundamental para a nova diretriz de compras:
Envolvida por dezenas de milhares de tons de verde.
Contexto de Mercado
A decisão da associação chinesa ocorre em um momento de crescente pressão global por rastreabilidade na pecuária. O compromisso de Tianjin pode influenciar outros grandes compradores asiáticos a exigir certificações que comprovem a origem legal e ambientalmente responsável dos produtos. O monitoramento de áreas de pastagem e a proteção da Amazônia seguem como temas centrais nas negociações acompanhadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil.
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