URGENTE
Politica

Abilio rejeita união com MDB de Janaína Riva e pede para ser expulso do PL

Compartilhar:

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reagiu duramente à oficialização da aliança entre PL e MDB para a disputa eleitoral deste ano em Mato Grosso. Contrário à composição, ele afirmou que poderá pedir para ser liberado pelo partido para apoiar outro projeto político, como a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e chegou a admitir até mesmo a possibilidade de ser expulso da legenda.

Segundo informações do site Folhamax, a deputada estadual Janaína Riva (MDB) será candidata ao Senado na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso. O deputado federal José Medeiros (PL) também disputará uma das vagas ao Senado.

A articulação entre as siglas teria passado pela direção nacional do PL, com participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, apontado como candidato à Presidência da República.

Nas redes sociais, Abilio afirmou que não pretende dividir o mesmo palanque com políticos do MDB que enfrentaram candidatos do PL nas eleições municipais de 2024. Entre os nomes citados pelo prefeito está o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), seu adversário na disputa pela Prefeitura de Cuiabá.

“Não estarei com o MDB. Não posso ser incoerente”, escreveu Abilio.

O prefeito também lembrou que o deputado estadual Thiago Silva (MDB) enfrentou Cláudio Ferreira (PL) em Rondonópolis; que o ex-prefeito Léo Bortolin (MDB) esteve em campo adversário a Sérgio Machnic (PL), em Primavera do Leste; e que Kalil Baracat (MDB) disputou a Prefeitura de Várzea Grande contra Flávia Moretti (PL).

Segundo Abilio, Botelho continua fazendo críticas à sua administração e ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também incluiu na lista a vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa, que deixou o Novo e se filiou ao MDB.

“Brigamos na última eleição e continuamos oponentes. Agora querem colocar todo mundo no mesmo ônibus e fazer de conta que somos amiguinhos. Não dá, não”, declarou.

Abilio sinalizou ainda que está disposto a enfrentar a direção do próprio partido para não apoiar a aliança estadual.

“Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT, por fidelidade partidária tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim. Ou me libera, ou tolera, ou expulsa. Com o PT e MDB eu não vou”, concluiu.