SGB identifica alta concentração de terras raras no Sudeste e Sul e intensifica estudos
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O Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou concentrações expressivas de elementos de terras raras em áreas de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Diante dos resultados, a estatal planeja ampliar as pesquisas de campo nessas regiões ainda em 2024.
Em entrevista à CNN Brasil, o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Francisco Valdir Silveira, afirmou que amostras coletadas superaram 8.000 partes por milhão (ppm). Esse patamar é considerado elevado para levantamentos de campo e confirma o potencial geológico da Faixa Ribeira.
Detalhes das Amostras e Localizações
A medição técnica utiliza o indicador TREE, que representa o teor total de elementos de terras raras. Segundo Francisco Valdir Silveira, os resultados reforçam estudos prévios conduzidos pela estatal no âmbito do projeto de avaliação de minerais estratégicos no território nacional.
O levantamento abrangeu diversos municípios, incluindo Itupeva, Juquiá e Cananéia, em São Paulo; Cerro Azul e Tijucas do Sul, no Paraná; além de Joinville e Garuva, em Santa Catarina. A seleção das áreas baseou-se no “Mapa do Potencial de Elementos Terras Raras na Faixa Ribeira e na Faixa Brasília meridional”.
A próxima fase de campo deve focar em cidades como Sete Barras, Tapiraí, Piedade e Natividade da Serra. O trabalho envolve a coleta de solos e rochas, além do reprocessamento de dados geofísicos para reduzir incertezas na prospecção mineral conduzida pelo Serviço Geológico do Brasil.
Contexto e Mercado Global
As terras raras são fundamentais para a indústria de alta tecnologia, sendo aplicadas em ímãs permanentes, motores de carros elétricos e turbinas eólicas. Atualmente, a China domina a maior parte da cadeia global de processamento, motivando outros países a buscarem fontes alternativas de suprimento.
O SGB ressalta, entretanto, que o avanço das pesquisas não garante a existência imediata de jazidas economicamente viáveis. O papel da estatal é gerar conhecimento pré-competitivo para subsidiar decisões do Ministério de Minas e Energia e atrair investimentos privados.
“Os resultados obtidos no Vale do Ribeira apenas reforçam e confirmam o elevado potencial já esperado para a região”, afirmou Silveira.
A transformação dessas descobertas em operações comerciais depende de uma cadeia longa que inclui licenciamento ambiental, engenharia e definição de reservas. O Brasil possui um dos maiores potenciais geológicos do mundo, mas ainda busca consolidar sua produção de insumos de maior valor agregado.
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