Escrivães da Polícia Federal investigados na Operação Sem Refino utilizavam linhas de celular registradas em nome de pessoas falecidas para ocultar suas identidades. A ação faz parte de um inquérito que apura esquemas de fraude e ocultação de patrimônio vinculados ao grupo Refit.
Segundo as investigações da Polícia Federal, os alvos buscavam dificultar a localização e o rastreio das autoridades. Um dos números identificados era registrado em nome de Anísio da Silva Antônio, morto desde 2021, e era utilizado sob o codinome “Marcio PF Bombinha”.
Identificação dos Envolvidos
As apurações indicam que a linha era operada pelos escrivães Márcio Cordeiro Gonçalves e Márcio Pereira Pinto. Ambos foram afastados de suas funções na corporação. O número era usado para interações frequentes com o auditor fiscal Carlos Eduardo França de Araújo e com o advogado Roberto Fernandes Dima, conhecido como Dima.
A investigação, que conta com apoio de órgãos como a Receita Federal, detectou uma segunda linha em nome de outro falecido, Cosme Gomes da Silva. Para a PF, a repetição dessa estratégia revela um modus operandi consolidado do grupo para manter atividades ilícitas sob anonimato.
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